Cola de Sapateiro – Tolueno

26/06/2011

Para início de assunto, vamos deixar claras algumas definições. Solventes são substâncias capazes de, como o nome sugere, dissolver coisas. Inalante é toda substância que pode ser inalada, ou seja, introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca. Via de regra todo solvente é uma substância altamente volátil, isto é, evapora muito facilmente podendo ser inalada. Há diversos tipos de solventes no mercado e vários produtos (vários comuns no cotidiano de diversas pessoas) que os apresentam em sua fórmula, como esmaltes, tintas, thinners, colas de sapateiro etc.

A cola de sapateiro, especialmente, possui em sua fórmula o tolueno (que está presente também em colas de madeira, tintas e outros produtos), um líquido incolor com odor característico, que ocorre na forma natural no petróleo e na árvore tolú ou pode ser produzido durante a manufatura da gasolina e de outros combustíveis a partir do petróleo cru e BA manufatura do coque a partir do carvão. É esse componente que caracteriza a cola de sapateiro e que, quando inalado voluntariamente (apresentando potencial de abuso), causa danos ao organismo. Essa droga se popularizou no Brasil, sendo muito utilizada por meninos de rua e há alguns anos atrás era a terceira droga mais consumida no país, já que é extremamente acessível.

Os sintomas da inalação de tolueno se manifestam em 4 fases:

1ª fase: euforia, excitação, tonturas, pertubações auditivas e visuais, náuseas, espirros, tosse, salivação, fotofobia (aversão à luz) e rubor na face.

2ª fase: depressão inicial do sistema nervoso central com confusão, desorientação, perda do autocontrole, diminuição da sensopercepção, lentidão da compreensão e da elaboração das impressões sensoriais, alteração no curso do pensamento, prejuízo da fixação e da evocação da memória, desorientação, sonolência, diplopia (visão dupla), cólicas abdominais, dor de cabeça e palidez.

3ª fase: depressão média do sistema nervoso central, incoordenação ocular e motora, fala pastosa, reflexos deprimidos e nistagmo(movimento rápido e involuntário do globo ocular).

4ª fase: depressão profunda do sistema nervoso central, atingindo a inconsciência, que vem acompanhada de sonhos estranhos, podendo ocorrer convulsões.

Esses efeitos passam rapidamente e isso faz com que o indivíduo inale a droga novamente. Seu uso  a longo prazo pode causar gastrite, infarto, lesões na medula óssea (benzeno age sobre ela afetando a produção de glóbulos vermelhos), nos rins, no fígado e nos nervos periféricos, deficiência imunológica, problemas respiratórios e cardíacos.

O tolueno parece agir ativando o sistema dopaminérgico. Esse sistema neural se relaciona à dependência e é responsável pela sensação de prazer associada ao consumo da droga, bem como a outros comportamentos naturalmente gratificantes como comer, fazer sexo e saciar a sede.

O uso da cola está associado à diversas conseqüências negativas. Uma delas é a existência de um fenômeno produzido pelos solventes que tornam o coração humano mais sensível a uma substância que o nosso corpo fabrica, a adrenalina. Toda vez que temos de exercer um esforço extra, a adrenalina é liberada fazendo o número de batimentos cardíacos aumentar. Assim, se uma pessoa inala um solvente e logo depois faz esforço físico, seu coração pode sofrer. Outras razões associadas a mortes provocadas por inalantes são: sufocamento – acidentes com o uso de saco plástico, pois no momento da inalação a pessoa coloca o saco plástico na cabeça e pode se sufocar; quedas – os solventes provocam vertigens e tonturas, podendo levar a quedas e atropelamentos, devido à incoordenação motora e ao prejuízo de reflexos.

A dependência entre aqueles que abusam cronicamente de solventes é comum, sendo os componentes psíquicos da dependência os mais evidentes, tais como desejo de usar a substância, perda de outros interesses que não seja o solvente.

A síndrome de abstinência, embora de pouca intensidade, está presente na interrupção abrupta do uso dessas drogas, sendo comum ansiedade, agitação, tremores, cãibras nas pernas e insônia.

Pode surgir tolerância à substância, embora não tão dramática em relação a outras drogas (como as anfetaminas, que os dependentes passam a tomar doses 50-70 vezes maiores que as iniciais). Dependendo da pessoa e do solvente, a tolerância instala-se ao fim de um a dois meses.

O fato de o tolueno estar presente em materiais do dia-a-dia, faz com que pessoas que lidam com essa substância sofra com os seus efeitos. É comum, por exemplo, ver trabalhadores que utilizam no emprego a cola de sapateiro se queixarem de náuseas, tontura e até desorientação. Por isso muitos fabricantes desses produtos passaram a substituir o tolueno da fórmula por um mix de solventes que muitas vezes possui apenas um terço de sua toxicidade. Aqueles que não tomaram tal iniciativa devem obedecer a uma lei que obriga a sinalização no rótulo da presença da substância no produto e a especificação da necessidade da utilização de máscaras durante o seu manuseio. Eles também não podem ser vendidos a menores de 18 anos.


Drogas

26/06/2011

As drogas são substâncias químicas, naturais ou sintéticas, que provocam alterações psíquicas e físicas a quem as consome e levam à dependência física e psicológica. Seu uso contínuo tem diversas conseqüências físicas, psicológicas e sociais, podendo levar à morte em casos extremos, em geral por problemas circulatórios ou respiratórios. É o que se chama overdose.

Os adolescentes estão entre os principais usuários de drogas. Calcula-se que 13% dos jovens brasileiros entre 16 e 18 anos consomem maconha. Em 2001, cresceu o uso de crack e drogas sintéticas, como o ecstasy. Apesar de as drogas ilícitas assustarem mais a sociedade, as lícitas não devem ser esquecidas. A pesquisa mais recente sobre drogas verificou que 11,2 % da população brasileira é dependente de bebidas alcoólicas e 9% de tabaco.

Tipos de droga – As drogas são classificadas de acordo com a ação que exercem sobre o sistema nervoso central. Elas podem ser depressoras, estimulantes, perturbadoras ou, ainda, combinar mais de um efeito.

As depressoras diminuem a atividade cerebral, deixando os estímulos nervosos mais lentos. Fazem parte desse grupo o álcool, os tranqüilizantes, o ópio e seus derivados, como a morfina e a heroína.

As estimulantes aumentam a atividade cerebral, deixando os estímulos nervosos mais rápidos. Excitam especialmente as áreas sensorial e motora. Nesse grupo estão as anfetaminas, a cocaína e seus derivados, como o crack.

As perturbadoras fazem o cérebro funcionar de uma maneira diferente, muitas vezes com efeito alucinógeno. Não alteram a velocidade dos estímulos cerebrais, mas causam perturbações na mente do usuário. Incluem a maconha, o haxixe, os solventes orgânicos (como a cola de sapateiro) e o LSD (ácido lisérgico).

Por último, as drogas com efeito misto combinam dois ou mais efeitos. A droga mais conhecida desse grupo é o ecstasy, metileno dioxi-metanfetamina (MDMA), que produz uma sensação ao mesmo tempo estimulante e alucinógena.

A melhor forma de combater as drogas é a partir da prevenção. Informação, educação e diálogo são os melhores caminho para impedir que adolescentes se viciem. Para usuários que ainda não estão viciados, o tratamento recomendado são a psicoterapia e a participação em grupos de apoio. Para combater o vício, além das terapias são usados medicamentos que reduzem os sintomas da abstinência ou que bloqueiam os efeitos das drogas.

É necessário que as pessoas compreendam que conviver com as drogas e se livrar delas é difícil e sofrido, tanto para o usuário, quanto para as pessoas que convivem com ele, podendo, muitas vezes, ser um caminho sem volta, como é possível notar em casos de pessoas que morrem de overdose. A qualidade de vida dos usuários não é boa, e esses muitas vezes desenvolvem doenças relacionadas ao seu vício. O uso de drogas é completamente desnecessário, visto que não traz benefícios, principalmente a médio prazo e, ao contrário do que muitos dizem, não é uma válvula de escape para os problemas, pois após seus efeitos, os problemas continuarão a existir na vida do usuário.


Métodos Contraceptivos

26/06/2011

Atualmente há várias formas de se evitar a concepção, algumas muito eficazes, outras nem tanto, algumas irreversíveis e é por isso que deve-se conhecer todas as opções para poder fazer uma escolha segura e de acordo com as necessidades do casal. Vamos dividir nas categorias a seguir os métodos contraceptivos.

I) Métodos de barreira

São métodos que impedem a chegada dos espermatozóides ao útero.

– Camisinha ou condom

A camisinha atua como uma “luva” que se veste sobre o pênis ereto e retém a ejaculação. Ela deve ser colocada antes da penetração do pênis, recobrindo-o totalmente e deve ser descartada após a utilização e nunca reaproveitada.

É um bom método anticoncepcional, no índice de Pearl (número de gravidezes indesejadas, em 100 mulheres, durante 1 ano de uso) tem uma taxa de falha entre 7 a 10. Além disso, diminui consideravelmente o risco de contágio de algumas doenças sexualmente transmissíveis como AIDS e sífilis e tem um preço muito acessível.

Seu uso pode ser associado a outros métodos anticoncepcionais para maior eficácia, tais como o uso de espermicidas e pílulas. Pode causar alergias ou irritações em ambos os parceiros.

– Camisinha feminina ou femidom

Apesar de não ser tão popular quanto a masculina, a camisinha feminina também é um método contraceptivo de barreira com praticamente as mesmas vantagens, incluindo a diminuição do risco de contágio das doenças sexualmente transmissíveis. Está no mercado brasileira desde 1997, mas por alguns motivos sua aceitação não foi tão boa, como o preço (bem mais elevado que o da camisinha masculina), a vergonha em adquiri-la, a dificuldade (ou falta de conhecimento) no manuseio e até a própria estética.

Feita de polipropileno (menos alergênico que o látex das camisinhas), é mais resistente, menos espessa e inodora. Suas vantagens são várias, a mulher pode utilizá-la durante o período a menstruação, ela cobre uma área maior, proporcionando mais segurança para a mulher e pode ser introduzida até oito horas antes da relação sexual (acabando com o famoso argumento de que colocar a camisinha masculina “corta o clima”).

Mede cerca de 15cm de comprimento e 8cm de diâmetro, tem formato cilíndrico com anéis flexíveis nas pontas. Uma destas, fechada, deve ser introduzida próximo ao colo do útero e, a outra, deve ficar fora da vagina para que no fim da relação sexual, tenha seu anel girado para evitar o vazamento do conteúdo de dentro do preservativo. Deve ser descartada após a relação sexual e nunca reutilizada.

-Diafragma

É uma cúpula de látex ou de silicone com bordas firmes e flexíveis e que cobre o colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozóides e evitando a fecundação.

Além de prevenir contra a gravidez, não tem efeitos hormonais, seu uso pode ser interrompido a qualquer momento, não interfere no ciclo menstrual, pode ser colocado até 6 horas antes da relação sexual, não tem efeitos colaterais, pode ser usado em todas as fases da vida da mulher e seu uso não é percebido pelo parceiro.

O fato de a vulva e a parede genital ficarem desprotegidas durante a relação sexual faz com que esse método não apresente eficácia na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.

Quando utilizado corretamente, esse método se mostra seguramente eficaz. Normalmente é utilizado associado a um espermicida, aumentando a proteção. Não é descartável, podendo durar de 2 a 3 anos quando cuidado adequadamente.

– Espermicida

Várias substâncias químicas podem agir bloqueando a atividade dos espermatozóides. Elas podem ser utilizadas na forma de geléia, comprimidos e até espumas que se aplicam na região vaginal antes da relação sexual. Quando usados sozinhos, não conferem a proteção adequada, portanto, recomenda-se seu uso associado a um outro método contraceptivo.

            II) Métodos hormonais

Os hormônios femininos, em doses adequadas, podem agir impedindo a ovulação. São os mais eficazes métodos anticoncepcionais (vale lembrar que não oferecem proteção algumas contra as doenças sexualmente transmissíveis) reversíveis que existem até hoje.

– Contraceptivos orais

Popularmente conhecidos como pílulas, elas possuem derivados sintéticos de hormônios que impedem a ação do LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo estimulante), inibindo o amadurecimento dos óvulos e, consequentemente, a ovulação.

Uma cartela costuma ter 21, 24 ou 28 pílulas. No caso destes dois primeiros exemplos, a mulher deve ingerir a primeira no início da menstruação, e continuar seu uso, sempre no mesmo horário, até o fim da cartela. Após este período, deve haver uma pausa de uma semana – ou quatro dias, no caso da cartela de 24 pílulas – retornando logo em seguida. A menstruação ocorre no intervalo entre uma cartela e outra. Se tratando de 28 pílulas, estas devem ser ingeridas sem intervalos entre cartelas sendo que, ao final de cada uma delas, a menstruação ocorre.

No caso de se esquecer da ingestão de uma das pílulas, em um intervalo menor do que 12 horas, o ideal é tomá-la assim que se lembrar. Caso este horário seja extrapolado, é interessante também adotar um método de barreira, como a camisinha, por uma semana.

Assim como qualquer outro fármaco, o uso da pílula anticoncepcional só deve ser feito sob orientação médica, principalmente considerando que se trata de um método hormonal, e que pode causar efeitos colaterais indesejáveis, e até mesmo graves.

Esses contraceptivos apresentam alguns efeitos benéficos, além de impedirem a gravidez:

• Regularizam os ciclos menstruais;

• Promovem alívio da tensão pré-menstrual (TPM);

• Reduzem o risco de câncer de ovário e de endométrio (útero);

• Reduzem a incidência de dismenorréia (cólicas menstruais) e diminuem o fluxo menstrual;

• Levam à regressão de cistos de ovário que produzem hormônios.

– Contraceptivos injetáveis

Possuem efeito muito semelhante ao das pílulas e são divididas em duas modalidades: a mensal e a trimestral. Apresenta excelente eficácia e é de fácil uso, já que a mulher não precisa ficar lembrando de tomar a pílula todos os dias com rigor. Após a interrupção do uso, a mulher pode demorar um certo tempo (até 9 meses) para conseguir engravidar.

– Implantes

São cápsulas ou bastões de material contendo hormônio, que são implantados pelo médico debaixo da pele, no braço, próximo ao cotovelo. Duram até 3 anos e são e alta eficácia. É sugerido principalmente para mulheres que já tenham tido os filhos desejados, pois se trata de um método para uso prolongado. Algumas mulheres (cerca de 20%) podem manter-se sem menstruação durante um certo tempo e o implante pode ser sentido através de uma palpação digital.

– Anel vaginal

O anel vaginal é um método contraceptivo que segue basicamente os mesmos princípios da pílula anticoncepcional, sendo indicado a mulheres que não querem utilizá-la, ou tendem a se esquecer de fazer seu uso diário. Isso porque ele é introduzido na região vaginal, permanecendo ali por três semanas, retirado (momento que ocorre a menstruação) e substituído após uma semana de intervalo. Possui grande eficácia (de 99,6% a 99,8%), não oferece incômodo e tampouco atrapalha o ato sexual.

Transparente, é feito de silicone bastante flexível, de diâmetro externo de 54 mm e espessura de 4 mm. Libera constantemente baixas doses de estrógeno e progesterona, sendo estes absorvidos pela mucosa vaginal, impedindo a ovulação. Também aumentam o muco dessa região, dificultando a passagem dos espermatozoides.

Além disso, diminui o fluxo menstrual e reduz a incidência de cólicas. Como sua absorção não se dá na região gastrointestinal, seus efeitos colaterais tendem a ser mais baixos. Alguns destes são: aumento de peso, acne, alterações de humor, dores nas mamas, dores de cabeça, náuseas, vaginite e expulsão natural do anel.

É contraindicado a mulheres com problemas de varizes, epiléticas, hipertensas, diabéticas, obesas, imunodeprimidas, lactentes e acima do peso. 

– Adesivos dérmicos

Deve ser colocado na face externa e superior do braço, ou aplicado acima da linha dos pelos púbicos. É utilizado por três semanas, mas deve ser trocado semanalmente. Uma vantagem é que não obriga a um cuidado diário, porém, tem a desvantagem de descolar durante banhos, saunas ou aplicações de cremes corporais.

– Contracepção de emergência (pílula do dia seguinte)

A pílula do dia seguinte ou pílula de emergência é um contraceptivo utilizado por mulheres que tiveram relações sexuais sem qualquer tipo de proteção ou ainda por mulheres que tiveram sua proteção rompida. A pílula é tomada em dose única ou em duas doses, obedecendo a um intervalo de 12 horas entre a tomada da primeira pílula e a segunda.

O efeito da pílula é eficaz, mas depende da rapidez com que é tomada. Nas primeiras 24 horas a pílula é eficaz em 95%, de 25 a 48 horas após a relação a eficácia da pílula cai para 85% e diminui mais ainda quando é tomada de 49 a 72 horas, chegando a 58% de eficácia. Após o período de 72 horas, a pílula de emergência não consegue mais atuar no organismo.

Como o próprio nome diz, a pílula deve ser utilizada apenas em situações de emergência, pois sua utilização contínua pode provocar reações indesejáveis e prejudiciais ao organismo. Algumas mulheres, mesmo utilizando a pílula em casos de emergência, ainda podem apresentar sinais como dor de cabeça, vômito, náuseas e sangramento.

            III) Métodos intra-uterinos

O dispositivo intrauterino, ou DIU, é um artefato feito de polietileno, recoberto por cobre ou com bário e, em alguns casos, pode ser previamente medicado com hormônios. Ele é colocado, cirurgicamente, na cavidade uterina da mulher, a fim de evitar a concepção. Tal procedimento dura apenas alguns minutos, sendo necessária anestesia local.

Sua presença nessa região faz com que o endométrio se apresente hostil aos espermatozoides, debilitando ou exterminando-os, e também evita que, mesmo que ocorra uma fecundação, o óvulo fecundado não se fixe ali. No caso dos que contém hormônios, há também o espessamento do muco cervical, criando uma barreira adicional à passagem destes gametas. Assim, as chances de uma possível gravidez é bem pequena: sua eficácia varia entre 97 e 99,7% para cada um destes tipos, respectivamente.

Além desta vantagem, o DIU é uma opção prática, já que não exige muita disciplina por parte da mulher, como no caso de pílulas orais; é reversível, não interfere nas relações sexuais, e tampouco atrapalha a amamentação.

Apesar de apresentar poucos efeitos colaterais, alguns podem surgir, como: dor pélvica, sangramentos irregulares nos primeiros meses após sua implantação, corrimentos, cólicas e aumento do fluxo menstrual.

Para evitar a possibilidade de provocar um aborto, o dispositivo é colocado durante a menstruação, já que é quase improvável que uma mulher, nestas condições, esteja grávida. Após o parto, ou aborto, também são também bons momentos para o mesmo ser implantado. Em geral, um único DIU dura, em média, de quatro a dez anos, sendo necessárias revisões periódicas de pelo menos duas vezes ao ano.

Assim como muitos métodos anticoncepcionais, seu uso pode não ser indicado a alguns grupos de mulheres, como gestantes, aquelas que já tiveram infecções tubárias ou uterinas, ou gravidez ectópica; e as que possuem anormalidades no útero, anemia, câncer ginecológico e alergia ao cobre. Alguns médicos também não recomendam o uso àquelas mulheres que nunca tiveram filhos, já que há uma maior probabilidade do artefato ser rejeitado pelo útero, o que pode provocar infecções, gravidez, ou mesmo problemas futuros de infertilidade.

            IV) Métodos irreversíveis (esterilização)

– Laqueadura

A laqueadura, também conhecida por ligadura de trompas, é um processo cirúrgico feito com objetivo contraceptivo, ou seja, que impede que a mulher engravide novamente. Nesse procedimento, as tubas uterinas são obstruídas, cortadas e/ou amarradas, impedindo a descida do óvulo e subida do espermatozoide, tendo como resultado um índice de concepção menor que 1%.

Ela pode ser feita a partir de corte cirúrgico no abdome, por laparoscopia ou via vaginal, e a cirurgia dura, em média, quarenta minutos. É necessário o uso de anestesias, geralmente do tipo raquidiana, e internação de pelo menos meio-dia. Após a cirurgia são necessários dez dias de repouso. É importante que a mulher não tenha relações sexuais por cerca de uma semana, e seja utilizada camisinha por aproximadamente um mês, em todas as relações. A menstruação e suas atividades hormonais raramente são afetadas.

Nosso país é campeão em laqueaduras, apresentando cerca de 40% das mulheres, em idade reprodutiva, esterilizadas. O problema disso é que, em inúmeros casos, e por “n” fatores, a mulher deseja, novamente, ter condições de engravidar. Assim, além de existirem poucos centros de saúde capazes de realizar o procedimento reverso, somente em metade dos casos podem ser feitas tais cirurgias e nem todas com sucesso. Além disso, esse procedimento pode ser arriscado e, em algumas situações, inviável – sem contar que propicia, também, a gravidez tubária.

Considerando o exposto, nota-se a necessidade de a mulher analisar se, de fato, essa é a melhor forma de evitar a contracepção. Quanto a isso, a Lei Federal 9263, de 1996, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências: anuncia que esse procedimento só é permitido a mulheres maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos e/ou aquelas que possuam doença capaz de provocar riscos à sua saúde ou à de um possível futuro bebê – como diabetes descompensada, histórico de eclampsia e pressão alta. Além disso, define que a solicitante assine um documento que apresenta os riscos e as implicações do procedimento, e só autoriza a cirurgia pelo menos sessenta dias após a assinatura desse termo de compromisso.

Testar outros métodos contraceptivos, como o DIU e as pílulas orais ou injetáveis, pode ser uma maneira de, pelo menos a priori, evitar a laqueadura.

Em situações nas quais a reversão não é viável, ou não houve sucesso nessa cirurgia, a mulher pode recorrer à inseminação artificial.

-Vasectomia

É um procedimento cirúrgico realizado no homem com o intuito de impedir a circulação dos espermatozóides produzidos pelos testículos, após a cirurgia o homem quando chega ao orgasmo libera sêmen, mas sem espermatozóides. Encontra-se em bastante evidência nos últimos anos, pois é uma forma de controlar a natalidade sem a necessidade de a mulher passar por uma cirurgia para fazer laqueadura ou algo do gênero.

Tendo em vista que a vasectomia é um método mais prático e rápido, tem como reverter o processo com uma nova cirurgia. O único problema enfrentado pela vasectomia é a falta de informação e o machismo.

Segundo alguns especialistas, os homens têm medo do ato cirúrgico resultar, no futuro, em impotência sexual. Porém, o método utilizado na vasectomia é extremamente seguro, e o sucesso da cirurgia irá depender muito do paciente e do profissional escolhido para realizá-la. Boa parte dos casais opta pela vasectomia pelo baixo custo e pela recuperação rápida.

V) Tabelinha e coito interrompido

A tabelinha é um método que se baseia no cálculo dos dias em que provavelmente estará mais apta a engravidar, caso tenha relações sexuais desprotegidas. Assim, pode ser utilizada tanto para este fim quanto para a contracepção.

A mulher geralmente está fértil no meio do ciclo menstrual, quando ocorre a ovulação. Para saber, com precisão, se seu ciclo é regulado e de quantos dias ele é; o ideal é anotar, durante seis meses, o dia do início de cada menstruação. Ao final, você deve contar o intervalo de dias entre o início de duas menstruações consecutivas. Estes correspondem ao seu ciclo menstrual.

Para fazer a tabelinha, você deve pegar a data provável da próxima menstruação e subtrair o número 14. O resultado é o dia provável da ovulação. Basta então contar 4 dias antes e 4 dias depois. Durante esse período, o casal não deve ter relações sexuais.

É importante lembrar que esse método não deve ser adotado por mulheres que possuam um ciclo menstrual irregular, tampouco por adolescentes, já que é muito raro haver a regularização do ciclo nessa fase. O ciclo menstrual pode ser facilmente desregulado com alterações hormonais, emocionais ou até mesmo alimentares. Existem mulheres que podem engravidar foram do período fértil, mesmo durante a menstruação.

O coito interrompido é o método de contracepção que consiste em retirar o pênis da vagina antes da ejaculação para impedir a deposição de sêmen no interior da mesma.

É um método que tem sido utilizado amplamente pelos últimos 2.000 anos, apesar de não ser muito seguro. Além de ser difícil saber o momento certo de retirar o pênis, uma pequena quantidade de esperma pode ser eliminada durante as carícias que antecedem a ejaculação.

As desvantagens que o método pode causar é uma gravidez indesejada, caso o esperma eliminado durante as preliminares caia na região da vagina; às vezes é necessário mais estímulos para a mulher conseguir o orgasmo; não proporciona proteção contras as doenças sexualmente transmissíveis; o homem pode não conseguir controlar a ejaculação.

A vantagem é que pode ser utilizado por qualquer pessoa que sentir vontade, ou não tiver acesso a outras formas de contracepção. Alguns homens o adotam a fim de protegerem suas parceiras quanto aos efeitos adversos dos contraceptivos.

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É importante conhecer todos os métodos contraceptivos, para que o casal possa escolher um que se adeque a sua vida, suas crenças (já que muitas religiões se opõem a determinados métodos) e suas necessidades. Ter um filho é um passo importante na vida de qualquer pessoa e deve ser planejado com calma, para que venha no momento certo e encontre uma família bem estruturada que sempre o desejou. Atualmente vemos inúmeros casos de gravidez na adolescência, que pode ser facilmente evitada com uma consulta a um ginecologista ou simplesmente aderindo a um método contraceptivo que não requeira indicação médica, como a camisinha.

Muitas vezes a gravidez é o menor dos problemas de uma relação sexual sem preservativos. As doenças sexualmente transmissíveis são mais comuns do que imaginamos, geram um grande desconforto e suas complicações podem até levar a morte. Dentre elas podemos citar a AIDS, o condiloma acuminado (que desencadeia o aparecimento de lesões verrugosas na região genital e anal), gonorréia (infecção da uretra que causa ardor seguido de secreção), entre outras.

É possível se informar sobre preservativos através da televisão, internet, escolas e postos de saúde. Apesar de existirem opções caras, também há alternativas baratas e acessíveis, portanto basta escolher uma e ter relações sexuais com segurança.


Insuficiência Cardíaca

08/05/2011

O coração é um órgão composto por músculos e é basicamente responsável pelo bombeamento de sangue para todos os tecidos, sendo até chamado de motor do corpo. Costuma-se subdividi-lo em 4 câmaras: átrio direito, átrio esquerdo, ventrículo direito e ventrículo esquerdo. Os ventrículos são cavidades maiores e mais musculosas, por isso são as mais importantes no bombeamento do sangue.

Em linhas gerais, o coração funciona da seguinte maneira: os tecidos recebem o sangue, do onde retiram oxigênio e então, o sangue pobre em oxigênio, volta para o coração pelas veias, chega ao lado direito do coração, entra no átrio direito, passa pelo ventrículo direito e é bombeado para o pulmão. No pulmão o sangue volta a ficar rico em oxigênio, então ele segue para o lado esquerdo do coração, passando pelo átrio esquerdo e, em seguida, pelo ventrículo esquerdo, de onde é bombeado de volta para os tecidos, reiniciando o ciclo. Resumindo, o lado direito do coração é responsável pelo retorno do sangue para os pulmões, já o lado esquerdo é responsável pelo bombeamento de sangue para os tecidos.

Insuficiência cardíaca

Uma das metades (direita ou esquerda) do coração de um paciente com insuficiência cardíaca falha como bomba, não sendo capaz de enviar adiante todo o sangue que recebe, falamos que há insuficiência cardíaca.

Causas: a insuficiência cardíaca tem muitas causas, entre as quais há um certo número de doenças.

– Doenças que podem alterar a contractilidade do coração, sendo a causa mais freqüente a doença ateroesclerótica do coração.

– Doenças que podem fazer com que uma quantidade maior de sangue retorne ao coração, como o hipertireoidismo, a anemia severa e as doenças congênitas do coração. A insuficiência de válvulas (quando não fecham bem) pode fazer com que uma quantidade de sangue maior reflua para dentro das cavidades e o coração poderá descompensar por ser incapaz de bombear o excesso de oferta.

– Doenças pulmonares como o enfisema podem aumentar a resistência para a parte direita do coração e eventualmente levar à insuficiência cardíaca congestiva do ventrículo direito.

– Doenças que exigem um esforço maior do músculo cardíaco. É o que ocorre na hipertensão arterial ou na estenose (estreitamento) da válvula aórtica que, com o tempo, podem levar a insuficiência cardíaca congestiva do ventrículo esquerdo. Quando o paciente apresenta uma pressão arterial elevada, o coração precisa fazer mais força para vencer essa resistência e distribuir o sangue pelo corpo. Como todo músculo, quando exposto a um estresse, a parede dos ventrículos começa a crescer e ficar mais forte, caracterizando a hipertrofia cardíaca. A hipertrofia que ocorre na hipertensão é diferente daquela que ocorre nos atletas que possuem o coração mais forte. O coração hipertrofiado pela hipertensão apresenta as paredes mais grossas e conseqüentemente menos espaço para o ventrículo se encher de sangue. Apesar de estar mais musculoso, o coração se enche menos e por isso bombeia menos sangue a cada batida (sístole). Essa é a fase de insuficiência cardíaca diastólica, ou seja, o coração não consegue se encher na diástole, período de relaxamento do coração que ocorre entre as sístoles (contrações cardíacas). Se a hipertensão não for tratada, o coração continua a sofrer até o ponto em que não consegue mais se hipertrofiar. É como um elástico que, de tanto ser esticado, perde sua elasticidade e fica frouxo. Depois de muito tempo sofrendo estresse o músculo cardíaco começa a se estirar e o coração fica dilatado. Temos nesse momento um músculo que tem pouca capacidade de contração e um coração que já não consegue bombear o sangue adequadamente. O órgão se torna grande e insuficiente. Como quem manda o sangue para o corpo é o ventrículo esquerdo, ele é quem mais sofre com as pressões arteriais elevadas.

Embora com uma freqüência muito menor, pode também acontecer que determinadas doenças que afetam outras partes do corpo aumentem exageradamente a necessidade de oxigênio e de nutrientes por parte do organismo, de tal modo que o coração, embora esteja normal, seja incapaz de suprir essa necessidade.

As causas da insuficiência cardíaca podem variar por motivos como idade ou até mesmo região onde o paciente vive. É muito mais freqüente em idosos, dado que eles têm uma maior probabilidade de contrair as doenças que a causam. As pessoas que sofrem deste problema podem viver muitos anos, no entanto, 70% dos doentes com esta afecção morrem antes de passados 10 anos a partir do diagnóstico. Nos países tropicais, por exemplo, há certos parasitas que podem alojar-se no músculo cardíaco.

Sintomas: Os sintomas dependem também de qual câmara do coração foi mais afetada. A insuficiência do ventrículo esquerdo se manifesta com sintomas devido ao baixo débito de sangue para o corpo. O principal é a fraqueza e o cansaço aos esforços. Nas fases avançadas da insuficiência cardíaca, o paciente pode se cansar com tarefas simples, como tomar banho e pentear o cabelo. Outro sintoma típico é a falta de ar ao deitar. A incapacidade de bombear o sangue para os tecidos causa um acúmulo do mesmo nos pulmões. O sangue que sai dos pulmões não consegue chegar eficientemente ao coração porque esse não consegue bombear o sangue que já se encontra dentro dele. Essa lentidão no fluxo pulmonar causa extravasamento chamado de congestão pulmonar. Em casos graves, desenvolve-se o edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões). O fato de estarmos deitados favorece o deslocamento de líquido para o interior dos pulmões, por isso, muitos doentes com insuficiência cardíaca não toleram ficar muito tempo deitados. Alguns precisam dormir com mais de um travesseiro para manter sempre o tronco mais alto que o resto do corpo ou dormem sentados.  Quando a parte esquerda não consegue bombear o sangue eficientemente para os órgãos, os rins entendem que ocorreu uma queda no volume de sangue do nosso corpo e começam a reter água e sal para tentar encher as artérias. O resultado final é um excesso de água no organismo que se traduz com o aparecimento de edemas, principalmente nas pernas.

A insuficiência do lado direito do coração torna esses edemas ainda maiores, pois além do excesso de água, o ventrículo direito não consegue fazer com que o sangue das pernas chegue aos pulmões. Ocorre então um represamento de sangue nos membros inferiores e grandes inchaços.

Diagnóstico: Os sintomas costumam ser suficientes para estabelecer o diagnóstico de insuficiência cardíaca: pulso fraco e muitas vezes rápido, anomalias nos ruídos cardíacos, aumento do tamanho do coração, veias do pescoço dilatadas, líquidos nos pulmões, aumento do fígado, aumento de peso e edema nas pernas. É possível através de exames como o ecocardiograma, ver o aumento de tamanho do coração.

Tratamento: Na maioria dos casos não há um tratamento curativo, mas é possível melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento aborda-se a partir de três ângulos

-Tratamento da causa subjacente: através de uma cirurgia é possível fazer a correção de uma válvula cardíaca estreita ou com insuficiência, uma comunicação anômala entre as cavidades cardíacas ou uma obstrução das artérias coronárias, tudo que pode conduzir ao desenvolvimento de uma insuficiência cardíaca. Pode eliminar-se a causa por completo administrando antibióticos para curar uma infecção, através de fármacos, cirurgia ou radioterapia é possível tratar o hiper hipertireoidismo e os fármacos também reduzem e controlam a pressão arterial

– Eliminação dos fatores contributivos: os fatores que agravam a insuficiência cardíaca são o hábito de fumar, de comer mal e excessivamente, de consumir bebida alcoólica. É necessário, então, mudar de hábitos e levar uma vida mais saudável.

– Tratamento da insuficiência cardíaca: o melhor tratamento da insuficiência cardíaca é o controle e a prevenção da causa adjacente.


Circulação Sanguínea em Vertebrados

10/04/2011

O sistema cardiovascular é responsável pelo transporte de substâncias como gases, nutrientes, hormônios e excretas nitrogenadas.

Nos animais vertebrados esse sistema possui um órgão central, o coração, situado na porção ventral do organismo. Nos seres humanos esse órgão encontra-se alojado no interior da cavidade torácica, atrás do osso esterno, entre os pulmões e superior ao diafragma.

Associado ao coração, também integrando esse sistema, existe uma difusa rede de vasos sanguíneos que transportam o sangue (sistema vascular sanguíneo) e a linfa (sistema vascular linfático), sendo formada pelas artérias, as veias, as arteríolas e os capilares. Portanto, um sistema fechado no qual o fluido circula dentro de vasos.

– As artérias, conduzem sangue do coração em direção aos demais órgãos e tecidos do corpo;

– As veias, efetuam o transporte inverso, reconduzem o sangue captado dos tecidos e órgãos até o coração;

– As arteríolas, pequenos vasos que se ramificam das artérias, irradiando-se pelo organismo;

– E os capilares (ductos de pequeno calibre), são ramificações que partem tanto das arteríolas quanto das veias com diâmetro delgado.

A circulação pode ser:

Simples – quando o sangue passa apenas uma vez pelo coração (um ciclo);
Dupla – quando o sangue passa duas vezes pelo coração (dois ciclos / um arterial e o outro venoso);

Completo – quando o sangue arterial não se mistura com o venoso;

Incompleto – quando o sangue arterial se mistura com o venoso.

Peixes

Esses animais possuem um coração com duas cavidades: uma aurícula e um ventrículo.

O sangue venoso do corpo penetra na aurícula pelo seio venoso e sai do ventrículo passa por uma artéria, seguindo depois para as brânquias, onde é oxigenado. Daí o sangue, agora oxigenado, é distribuído pelo corpo do animal.

É uma circulação simples, já que circula sangue venoso no coração, passando apenas uma vez por lá.

O sangue passa por duas redes de capilares (branquial e dos órgãos) e o sangue arterial que sai das brânquias circula lentamente e com baixa pressão. 

CO - Região do coração

Anfíbios

O coração desses animais é composto por três cavidades: duas aurículas e um ventrículo.

O sangue venoso chega ao coração pela aurícula direita, passa pelo ventrículo e sai para os pulmões para ser oxigenado por eles e pela pele. Regressa ao coração pela aurícula esquerda, vai novamente ao ventrículo, onde se mistura parcialmente com o sangue venoso, é bombeado para um tronco arterial (conjunto de vasos) que distribui sangue para cabeça, tronco e pulmões.

O sangue passa duas vezes pelo coração (caracterizando a circulação dupla), permitindo uma velocidade e pressão elevadas após a oxigenação. No entanto, como existe a possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso a circulação é incompleta.

Répteis

Com exceção dos crocodilianos, o coração dos répteis apresenta três cavidades: duas aurículas e um ventrículo parcialmente separado por um septo incompleto.

O sangue arterial da metade esquerda do coração passa para crossas aórticas ou arcos sistémicos. Por este motivo, a circulação é dupla e incompleta.

Os répteis não-crocodilianos possuem átrios completamente separados, mas o ventrículo é parcialmente dividido, e ocorre uma pequena mistura de sangue oxigenado e não oxigenado.

O coração dos crocodilos é mais evoluído e possui um ventrículo completamente dividido em duas partes, como o dos mamíferos. O sangue oxigenado não se mistura mais com o venoso no ventrículo.

Aves e Mamíferos

Nas aves e mamíferos a circulação é dupla e completa. O coração tem dois átrios e dois ventrículos separados entre eles e não há mistura de sangue venoso com sangue arterial. A metade direita do coração é atravessada exclusivamente por sangue venoso e a esquerda por sangue arterial.

Do ventrículo esquerdo o sangue passa para a aorta (nas aves, curvada para a direita enquanto nos mamíferos, para a esquerda. O sangue regressa ao coração pelas veias cavas.

O fato das células destes animais receberem um sangue mais oxigenado e com maior pressão que as dos répteis ou anfíbios, faz com que apresentem uma maior capacidade energética.

A eficiência na circulação do sangue favorece a homeotermia corporal. Tal como as aves, os mamíferos são endotérmicos ou homeotérmicos, o que lhes permite permanecer ativos mesmo a temperaturas muito elevadas ou muito baixas. Essa eficiência faz também com que esses animais apresentem uma maior capacidade energética, já que as células do corpo dos animais recebem um sangue mais oxigenado e com maior pressão.


Divulgação

21/03/2011

Essa semana lemos os blogs das outras duplas da turma e comentamos sobre o conteúdo de cada um. Todos apresentaram ótimas explicações, mas escolhemos um que achamos um blog que achamos muito bom, o do Fabiano e Yasmin. Lá pode-se ver ótimas explicações tanto sobre o sistema digestório quanto sobre o sistema respiratório e é possível encontrar curiosidades, como a situação pulmonar de um usuário de drogas. Hoje em dia as drogas são um assunto muito comum e é necessário lembrar a todo momento seus malefícios, e lá pode-se ver como as drogas podem afetar a saúde so ser humano. Vale a pena conferir!


Vídeo – Sistema Respiratório

26/02/2011

Esse vídeo mostra o caminho percorrido pelo oxigênio até chegar às nossas células.


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